Todos nós temos um dom. O meu é estragar tudo quando as coisas começam a dar certo.
(via afool-inlove)
Tudo o que você já criou será jogado fora.
Tudo de que você mais se orgulha terminará em lixo.
Você não é o que faz para viver. Você não é a sua família e não é quem pensa que é. Você não é o seu nome.
Você não é os seus problemas.
Você não é a idade que tem.
Você não é suas esperanças.
Apenas depois que você perder tudo é que você esta livre para fazer qualquer coisa.
(via afool-inlove)

(via acumulando-desafetos)
Se quer, faça pare de se lamentar. Sim, isso é pra voce mesmo!!!
Pare de agir como eu e ficar se menosprezando e dizendo como sua vida é inútil.
Seriam 6 anos ontem, a tristeza veio mas logo a mandei embora, me afundei no travesseiro e tentei dormir de uma vez para que terminasse esse dia e as coisas voltassem ao normal,

(via metalcontrasnuvens)
Eu não estou perguntando se você quer que eu fique. Estou dizendo que vou ficar e pronto. Certo, não precisa. Eu sei, você não precisa de nada e de ninguém, além de ficar sozinha. Vamos então encarar a coisa desta forma: a casa precisa de mim. Logo o chão estará coberto de lenços de papel, haverá sobras de chá de cidreira espalhadas por todo apartamento e o controle remoto da sua televisão vai estar lambuzado de Nutella, especialmente a tecla que libera a dublagem de O Diário de Bridget Jones. Não vou deixar você fazer isso, nem transformar seu lar num cativeiro e tampouco você assistir essa lenga-lenga pela milésima vez, pela milésima vez por causa de um idiota, pela milésima em mau português. Não esquenta, eu vim preparado, não vou precisar ir até em casa arrumar minhas coisas. Já está tudo comigo nesta mochila que eu organizei quando você me disse que estava saindo com aquele cretino. Sim, sim, eu já sabia da fama, apenas não quis cortar seu barato, você estava tão animadinha e minha mãe me ensinou aos gritos que a gente não deve dar vereditos prematuros em relação aos outros. Vai que eu estava errado? Acontece que eu não estava, e seu tivesse te avisado eu teria dito “eu avisei” quando você me ligou toda chorosa informando do auê. Minha tarefa é passar o fim de semana vigiando seu telefone, sua internet, selecionando quem você vai atender, com quem você vai se comunicar. Existem amigos com quem se faz besteira, e amigos que evitam besteiras, sou mais dessa segunda turma. Enquanto eu lavo sua louça, vê se esfrega um xampu nessa cabeça e vem aqui me contar isso direito. Vou fazer um café, a noite, esta em especial, é uma criança gasguita querendo mamar onde só sai pedra. O que eu não entendo, criatura, é como você continua estacionando seu coração em local proibido. Você já não foi multada que chega? Onde mais precisa doer pra você levar jeito? Uma garota tão bonita e gente boa. Se eu não fosse seu melhor amigo, se eu não fosse pateticamente louco de amor por aquela uma, se eu fosse outra pessoa, sei lá, um cara num bar qualquer ou no McDonald’s, eu ia deixar você mexer nas minhas batatinhas. Só estou dizendo que você desperta minha atenção, justamente pelo que você mais se desdenha, como seus ombros franzinos de carregar o continente inteiro nas costas ajudando todo mundo, e seu queixinho geneticamente meio torto, que dá a entender que você está sempre invocada da vida, seu jeito tímido de andar, as mãos no bolso do jeans apertado, toda erradinha, como se tivesse sempre alguém apontando e rindo de você. Você sabe, se eu estou aqui, é porque sou seu fã, porque você vale a pena, porque eu te gosto, e enquanto você tenta fazer esses seus lances rolarem com esses babacas, eu sinto sua falta, de conversar contigo, de ganhar aquele seu “oi” reto, com cara de sono e os olhos líquidos, na primeira aula de laboratório da manhã. Eu sei, eu sei, parece que estou tirando vantagem da sua fragilidade temporal para flertar contigo, porque eu sou um rapaz, e você uma garota e blá-blá-blá. Não é isso, baixa a guarda, está tudo bem, quando você vomitou no meu colo naquela viagem para São Paulo das Missões deu pra ver de cara que você não era pra mim. Lembra depois, nosso fiasco na enfermaria? Você toda grogue e quase tendo orgasmos por efeito do Tramal e eu do lado de fora, sôfrego como um pai de estreante. Eram só umas pedras no rim. Isso, adoro te ver assim, fico todo orgulhoso de fazer você rir, foi pra isso que eu vim. Eu não sei o que dá na cabeça de um sujeito desses te fazer triste assim. Terminando de enxaguar esses pratos a gente vai até o sofá dar um jeito nessa dor, talvez eu tire algum som do James Taylor ou escove seus cabelos ou faça uma massagem profissional nos seus pés, vamos tirar esse joanete da sua alma. Se nada funcionar, a gente cata uma navalha e faz uns cortes sequenciais no seu braço pra liberar endorfina e trapacear a dor, como fez o dr. House naquele episódio, lembra? Não foi contigo que eu vi? Claro que foi, você deve ter embarcado no sono, como sempre. Como pode? É só te aconchegar de conchinha, contar até dez e pronto: você dormiu. E eu fico me sentindo o cara-todo-poderoso que está lá pra te proteger. Sei que você deve achar que nunca mais conseguirá transar na vida, que ninguém nunca pedirá pra ser seu marido e aquela coisa de felicidade está cada vez mais longe, ou que todas as estrelas da sorte daqui a pouco cairão na sua testa. Mas pelo amor dos céus, é só um relacionamento falido, mais um, grande áfrica. Olha o lado bom, chora hoje, deixa seus olhos líquidos escorrerem toda essa maquiagem fúnebre, desenha com rímel preto um novo dia na minha camiseta. Amanhã, de rosto novo, a gente pinta uma carinha feliz e circense, e eu te levo de carro pra ver o mar. Ninguém vai perceber seu riso postiço, o mundo inteiro vai estar ocupado sorrindo com você. Confia em mim, às vezes quem está de fora enxerga melhor. E daqui vejo seu sorriso, sei bem do que ele é capaz de fazer.
(via obsessao-urbanoide)
(via h-e-r-o-i-n)
(via acumulando-desafetos)
Eu tenho sono e já não posso mais dormir. Eu tenho ânsia, não consigo mais comer. Eu tenho medo e já não quero mais.
Meus pés perderam a função básica de equilibrar meu corpo na minha existência. Não diria que a culpa é física porque fui em quem sobrecarreguei minha mente e me tornei incapaz de responder sobriamente por um “tudo bem?”. Isso pesa. É pesado saber que não está nada bem.
Eu percebo no espelho que meu sorriso não chega aos olhos. Eu posso enganar a todos, posso até me enganar. Mas é de noite que eu me revelo como sou: sozinha.
Vou embora querendo alguém que me diga pra ficar. Estou sempre de partida, malas feitas, portas trancadas, chave em punho. No fundo eu quero dizer “Me impede de ir. Fica parado na minha frente e fala que eu tenho lugar por aqui, que não preciso abandonar tudo cada vez que a solidão me derruba. Me ajuda a levar a vida menos a sério, porque é só vida, afinal.” E acabo calada, porque não faz sentido dizer tudo isso sem ter pra quem.
(via tortos-caminhos)
É essa suposta liberdade que me machuca,
como se fosse impossível pras pessoas aceitarem
que eu não quero ir com elas.Que eu não quero uísque,
que eu não quero festas,
que eu não quero beijos forçados.É essa liberdade que me oprime,
essa falsa liberdade, que tranquiliza os povos
como se eles realmente pudessem alçar voos maiores.Presos nas conveniências,
nas socializações,
nos abraços cordiais.É essa minha liberdade, que às vezes uso,
que põe em xeque minhas amizades e meus amores,
como se a culpa fosse realmente minha.Não tem nada de bipolaridade,
não tem nada demais,
é só eu e a minha liberdade.Meu livre e consagrado direito
de ser como quero, de viver como quero,
no limite que não atinja a liberdade que já é sua…
Minha cabeça expandirá o caos que trago em mente numa explosão muda da qual só eu terei consciência – e você, a quem confidencio – se eu não gritar nos próximos três segundos. Meu peito se abrirá e os portões não apenas serão escancarados, mas, sim, de vez, haverão de vir ao chão, e eu perderei todas essas minhas contenções e fortalezas. Meu corte, outrora sarado, tornará a se inflamar e eu voltarei a ter de mendigar uma cura que ninguém tem ou quem tem não quer me dar, e não pensarei, de novo, de novo, antes de escrever cada palavra, ou dar cada passo, ou meter qualquer remédio goela abaixo, ou tomar em mãos a tesouro e jogar pelas janelas os cachos. Que cachos?! Nem caracol, nem fita, nem laço. E o limiar quase é atravessado quando me relembro que o necessário é esconder e camuflar e encriptar. Onde está meu brado? Abro a boca: silêncio. Forço o ar: calada. Aperto os pulmões: ausência.
Ausência.
Ausência.
Ausência.
Eu fui o grão de poeira que arrebentou-se no meio da tempestade e ninguém viu nem teve a curiosidade de ver.
(via praevaporar)